Talvez seja exagerado falar em uma verdadeira teoria urbana situacionista, a não ser que seja considerada a etimologia grega do termo THEÔRIEN: observar. Mas a crítica urbana situacionista teve efetivamente uma base teórica.
É importante ressaltar que não existiu de fato um modelo de espaço urbano situacionista o que existiu, foi um uso, ou apropriação situacionista do espaço urbano. Assim como não existiu uma forma situacionista material de cidade mas sim uma forma situacionista de viver, ou experimentar, a cidade.
A tese central situacionista era a de que, por meio da construção de situações se chegaria à transformação revolucionária da vida cotidiana, o que se assemelhava muito à tese defendida por Henri Lefebvre.
As duas idéias também tinham ligação direta com a questão do cotidiano. Este seria a fronteira onde nasceria a lienaçãomas onde também poderia crescer a participação; assim como o lazer seria o tempo livre para o prazer e não para a alienação. O bjetivo final de ambos seria uma revolução cultural que se daria pela idéia de criação global da existência contra a banalidade do cotidiano.
Para tentar chegar a construção total de um ambiente, os situacionista criaram um procedimento ou método, a psicogeografia, e uma prática ou tecnica, a deriva, que estavam diretamente relacionadas.